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08/07/2004 18:34
Autor do romance “As virgens suicidas” fala sobre o filme homônimo

Por Luciana Araujo

O escritor americano Jeffrey Eugenides e o britânico Jonathan Coe participaram na tarde desta quinta-feira da mesa “Sátira política, sátira social”, da Flip “Festa Literária Internacional de Parati”. Mediada pelo jornalista e escritor Sérgio Rodrigues, a discussão girou em torno de algumas semelhanças entre os escritores e surpreendeu a platéia com novidades.

Entre as novidades Jonathan Coe leu um trecho de “Closed Circles”, seu novo livro que será lançado no mês que vem na Inglaterra e Jonathan Coe fez, enfim, comentou sua impressão sobre o filme da diretora Sophia Coppola, baseado no romance do autor, “As virgens suicidas”.

“Eu acho que o autor do livro nunca deve dar opinião neste caso ou deve ser o último a ser perguntado sobre isso. O que acontece é que você tem uma intimidade muito grande com a obra, conhece todos os detalhes do diálogo e peculiaridades de tudo o que vai acontecer e o filme, desta forma, é uma coisa estranha a você. O estado emocional não deixa o crítico atuar”, argumentou Eugenides, que disse, brincando com Sérgio Rodrigues, que só estava respondendo àquela pergunta porque tinha sido feita por uma das pessoas da platéia e não pelo jornalista.

Quando perguntado se eles se consideravam escritores políticos, já que a política estava muito presente na obra dos dois, Eugenides disse apenas “sim”, dizendo, em tom bem humorado, que iria se esforçar para dar respostas com mais de uma palavra. Por sua vez, Coe fez questão de explicar o porquê desta preferência temática. “Eu estou interessado na relação dos indivíduos com a sociedade e os governos e suas ações interferem diretamente nas decisões de cada um”, explicou o britânico.

Sobre as impressões sobre o Brasil, Eugenides disse que ainda não pode dizer muito, mas constatou que a lista de livros mais vendidos no país tinha um nível muito superior, em termos de qualidade literária, se comparada a de outros países, inclusive europeus. Coe, falando especificamente sobre a Flip, disse ter notado um vocabulário emocional e de paixão muito grande durante o evento, o que, segundo ele não acontece em festivais europeus do mesmo tipo.
enviada por Redação






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